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Os prejuízos do silêncio
Mariane Bovoloni

A falta de diálogo em casa leva pais e filhos a psicólogos
Relação é baseada no respeito aos limites de cada um (Crédito:www.freestockimages.net)

-Hoje, é comum a presença de adolescentes em consultórios de psicólogos. Nessa fase de mudanças, eles precisam esclarecer várias dúvidas e nem sempre a família consegue fazer isso.

''Diálogo em família é essencial, independente da idade dos filhos". É o que afirma a psicóloga e psicoterapeuta corporal de Bauru, Gretta Souza. “Sem diálogo, as pessoas se prejudicam. Há separação, desarmonia e falta de espontaneidade”.

Na infância, a criança vê na família um modelo. Porém, é na adolescência - com suas crises típicas - que essa conversa se torna mais necessária. Como explica a psicóloga, esta é a fase em que tudo influencia: os pais, os amigos, a escola.

Laura Mendes, do Rio de Janeiro, sempre conversou com seu filho na infância. Na adolescência eles se distanciaram. Hoje, não conversam mais. “Liguei para ele. Não mais aguentei de tanto sofrimento, mentira e ingratidão e o chamei de mau caráter e mentiroso”, confessa.

Para acabar com a dificuldade de diálogo, consultas a psicólogos surgem como saída. É uma forma de pais e filho se tornarem amigos. “Muitos acham que ser amigo desobriga os limites e respeito, mas não é assim”.

A psicóloga Gretta também é consultora da revista adolescente Toda Teen. Dezenas de cartas chegam à redação, segundo ela, tratando do mesmo problema. “Os jovens têm medo de que os pais não acolham suas dúvidas e não os aceitem”.

O mais importante, no diálogo, é que a família se una para encontrar soluções do dia-a-dia. Não significa que os pais perdem autoridade, e sim que aprenderam o que é educar para o mundo. “Não é fácil, mas é maravilhoso quando crescemos juntos. E nunca é tarde!”.

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