Quando os filhos voam e as asas da mãe se abrem


 Quando os filhos voam e as asas da mãe se abrem


Há um momento em que os filhos começam a voar.

O ninho já não os contém.

Eles descobrem o mundo, a própria força, o próprio caminho.

E, nesse instante, a mãe percebe que suas asas também podem se abrir.


É um misto de emoções:

orgulho e saudade,

alegria e vazio,

liberdade e medo.


Durante anos, a mãe foi abrigo.

Foi chão, foi colo, foi guia.

Mas quando os filhos começam a voar, ela descobre que também pode ser céu.

Que não precisa apenas sustentar, mas pode se permitir expandir.


Abrir asas não é abandonar.

É reconhecer que o amor não se mede pela presença constante,

mas pela confiança de que o vínculo permanece, mesmo à distância.


O voo dos filhos é também o voo da mãe.

Um voo para dentro de si, para seus desejos, para seus sonhos.

Um voo que revela que a maternidade não é prisão,

mas travessia.


Quando os filhos voam, a mãe pode se reinventar.

Pode descobrir que ainda há caminhos,

há viagens,

há encontros,

há vida além do ninho.


O amor não se perde.

Ele se transforma em liberdade compartilhada.


Reflexões

-O que significa abrir asas quando os filhos já voam?

-Como transformar o vazio em espaço de liberdade?

-Que sonhos ficaram guardados e agora podem ser revisitados?

-O que é ser mãe quando o colo já não é mais necessário todos os dias?

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