Paquera na net - Toda teen - março 2007
Edição 136 - Março/2007 Paquera na net
Veja quando e como essa história de amor via web pode dar certo “Existe um anjo protetor dos chats e bate-papos,que flecha corações via web. E, se você mandar uma oração dele para mais 20 pessoas, vai encontrar o seu grande amor na próxima semana.”
Parece brincadeira, mas historinhas assim circulam na Internet o tempo todo, prometendo felicidade ou avisando que, se você não fizer tal coisa, poderá sofrer algo terrível... Mas, falando sério, parece mesmo existir algum cupido
virtual por aí. Pelo menos é o que a gente pensa quando conhece o caso de Angel e Thiago que, mesmo sem se ver no início, se apaixonaram: “Eu entrava toda noite na sala de Barretos (SP), pois sabia que alguns amigos também entravam.
Ele começou a teclar comigo por engano e, a partir daí, nos encontrávamos com maior freqüência no Mirc, depois passamos para o MSN”.
Já a sortuda Adriana, que fazia faculdade em Bauru (SP), entrou numa sala de bate-papo e começou a conversar com Rodrigo, de São Paulo(SP), já que ele iria para a cidade dela no fim de semana. O papo rolou legal e eles combinaram
de se encontrar numa festa. Resultado? Acabaram ficando, se apaixonaram e passaram a namorar.
Hoje, a Dri já terminou a facul e está morando na mesma cidade do Rodrigo (e eles pensam até em morar junto!).
Mas... será que vai dar certo?
Relatos desse tipo servem pra mostrar que uma paquerinha via web pode virar namoro, sim, independentemente desse tal cupido existir ou não. Para a psicóloga Gretta Rodrigues de Souza, por mais que pareça estranho, as pessoas têm a
capacidade de se apaixonar assim e o grande culpado é... “o romantismo! Antigamente eram as cartas, agora, são palavras também, só que de forma mais moderna”, diz. Só que tem uma coisinha: junto da paixão, vêm uma série de
sentimentos anexados em cada e-mail trocado, como o medo de se envolver com alguém que só quer brincar, de se decepcionar com alguma mentira inventada pela pessoa ou de nada dar muito certo... Então, em que situações pode rolar? “Pode dar certo desde que passe do virtual à realidade, ao concreto, ao olho no
olho. Quem fica se relacionando apenas pela net dificilmente vai encontrar alguém que realmente deseja e que esteja buscando”, alerta a psicóloga. Dá pra sacar, então, que fatores como distância ou diferenças muito grandes de estilo
ou idade, por exemplo, vão atrapalhar, e muito, qualquer tentativa de namoro real: “É bom tentar alguém que seja de perto e que conheça um amigo em comum pra poder saber mais sobre a pessoa com quem se está relacionando”, opina Angel, que
morava a apenas 50 quilômetros da casa do então paquera. Ou seja, por mais que ele pareça sua alma gêmea, se o cara for de Manaus e você de Santa Catarina, dificilmente irá rolar algo mais do que declarações de amor intensas, mas virtuais.
Deixa ele falar*
Pode dar certo!
Paquera na net pode virar amizade, amor e até casamento. Tenho um amigo de São Paulo que conheceu uma menina do Rio de Janeiro. Papo vai, papo vem, alguns meses depois se conheceram.
Namoraram, casaram e hoje têm uma filhinha linda. Por outro lado, também já vi muita gente se dando mal. É... Internet pode trazer falsas impressões e intenções nebulosas, principalmente por parte dos meninos. Assim, já sabem que não dá pra ir confiando logo de cara. Pode ser bem interessante e divertido se tudo for feito com segurança e sem pressa. Há uns 10 anos, quando a net começou, as máquinas fotográficas digitais eram raras e ter scanner em casa também era
difícil. Celular com câmera? Nem sonhávamos o que era isso. Nessa época, entrei numa sala de bate-papo e conheci uma menina carioca. Dois meses de bate-papo virtual só imaginando como ela seria, a partir da descrição da própria.
Enfim, ela me passou seu número de telefone. Um mês de conversa. As contas eram astronômicas e meu pai queria morrer. Ou melhor, me matar.
Certo dia, ela conseguiu enviar a foto. Não era nada do que tinha me dito. Me senti enganado,traído, iludido. Desiludido. Nunca mais conversamos. Eu estava apaixonado. Não há como negar, nos importamos com a aparência. Pelo menos para mim, uma boa dica é: se quer conhecer alguém de verdade pela net, então diga a verdade.
Fora de roubadas
Como nem só de casos felizes vivem os relacionamentos via Internet, é bom se cercar de vários cuidados antes de marcar um encontro real. A Fernanda, por exemplo, pediu fotos do cara com quem ela estava se comunicando e ele mandou várias, via Correios, de um rapaz maravilhoso que, na verdade, não era ele. E ela foi descobrir isso só depois, por acaso, ao conversar com a irmã do garoto pelo Orkut.
Então, procure saber o máximo sobre a vida da pessoa e fique atenta a detalhes porque, muitas vezes, é neles que você vai descobrir uma mentirinha que pode puxar uma mentirona absurda.
“Nos primeiros contatos, não dê fotos e nem fale de coisas particulares como endereço, escola ou família, por exemplo, e tome cuidado com aqueles que perguntam muito e falam pouco de si mesmos”,lembra a psicóloga.
Do virtual ao real
Se você tem certeza de que o cara é bacana, está mesmo apaixonada e querem se encontrar, ótimo!
Pode ser o primeiro passo para um namoro de verdade, com direito a beijo na boca. Mas nunca, em hipótese alguma, vá se encontrar com o seu paquera sozinha. Combine de irem a um lugar público, como um shopping, acompanhados de amigos. Além disso, leve seu celular e avise outras pessoas que vai se encontrar com ele. E, claro, se rolar a ficada e for tudo de bom, respire fundo e, como aconselha a psicóloga Gretta, tenha cuidado com fantasias, pois, como em qualquer outro tipo de namoro, se você viver o sentimento com os pés-no-chão, fica bem mais fácil não se magoar caso algo dê errado.
* Quem fala é Rafael Tadashi, um cara superantenado, que entrega tudo sobre o universo masculino pra você. Se quiser mandar uma cartinha pra ele, envie para a Caixa Postal 471, CEP 17001-970, Bauru/SP.
* Consultoria: Gretta Rodrigues de Souza,
psicóloga clínica e psicoterapeuta corporal neo-reichiana.
Texto: Liliane de Lucena
Veja quando e como essa história de amor via web pode dar certo “Existe um anjo protetor dos chats e bate-papos,que flecha corações via web. E, se você mandar uma oração dele para mais 20 pessoas, vai encontrar o seu grande amor na próxima semana.”
Parece brincadeira, mas historinhas assim circulam na Internet o tempo todo, prometendo felicidade ou avisando que, se você não fizer tal coisa, poderá sofrer algo terrível... Mas, falando sério, parece mesmo existir algum cupido
virtual por aí. Pelo menos é o que a gente pensa quando conhece o caso de Angel e Thiago que, mesmo sem se ver no início, se apaixonaram: “Eu entrava toda noite na sala de Barretos (SP), pois sabia que alguns amigos também entravam.
Ele começou a teclar comigo por engano e, a partir daí, nos encontrávamos com maior freqüência no Mirc, depois passamos para o MSN”.
Já a sortuda Adriana, que fazia faculdade em Bauru (SP), entrou numa sala de bate-papo e começou a conversar com Rodrigo, de São Paulo(SP), já que ele iria para a cidade dela no fim de semana. O papo rolou legal e eles combinaram
de se encontrar numa festa. Resultado? Acabaram ficando, se apaixonaram e passaram a namorar.
Hoje, a Dri já terminou a facul e está morando na mesma cidade do Rodrigo (e eles pensam até em morar junto!).
Mas... será que vai dar certo?
Relatos desse tipo servem pra mostrar que uma paquerinha via web pode virar namoro, sim, independentemente desse tal cupido existir ou não. Para a psicóloga Gretta Rodrigues de Souza, por mais que pareça estranho, as pessoas têm a
capacidade de se apaixonar assim e o grande culpado é... “o romantismo! Antigamente eram as cartas, agora, são palavras também, só que de forma mais moderna”, diz. Só que tem uma coisinha: junto da paixão, vêm uma série de
sentimentos anexados em cada e-mail trocado, como o medo de se envolver com alguém que só quer brincar, de se decepcionar com alguma mentira inventada pela pessoa ou de nada dar muito certo... Então, em que situações pode rolar? “Pode dar certo desde que passe do virtual à realidade, ao concreto, ao olho no
olho. Quem fica se relacionando apenas pela net dificilmente vai encontrar alguém que realmente deseja e que esteja buscando”, alerta a psicóloga. Dá pra sacar, então, que fatores como distância ou diferenças muito grandes de estilo
ou idade, por exemplo, vão atrapalhar, e muito, qualquer tentativa de namoro real: “É bom tentar alguém que seja de perto e que conheça um amigo em comum pra poder saber mais sobre a pessoa com quem se está relacionando”, opina Angel, que
morava a apenas 50 quilômetros da casa do então paquera. Ou seja, por mais que ele pareça sua alma gêmea, se o cara for de Manaus e você de Santa Catarina, dificilmente irá rolar algo mais do que declarações de amor intensas, mas virtuais.
Deixa ele falar*
Pode dar certo!
Paquera na net pode virar amizade, amor e até casamento. Tenho um amigo de São Paulo que conheceu uma menina do Rio de Janeiro. Papo vai, papo vem, alguns meses depois se conheceram.
Namoraram, casaram e hoje têm uma filhinha linda. Por outro lado, também já vi muita gente se dando mal. É... Internet pode trazer falsas impressões e intenções nebulosas, principalmente por parte dos meninos. Assim, já sabem que não dá pra ir confiando logo de cara. Pode ser bem interessante e divertido se tudo for feito com segurança e sem pressa. Há uns 10 anos, quando a net começou, as máquinas fotográficas digitais eram raras e ter scanner em casa também era
difícil. Celular com câmera? Nem sonhávamos o que era isso. Nessa época, entrei numa sala de bate-papo e conheci uma menina carioca. Dois meses de bate-papo virtual só imaginando como ela seria, a partir da descrição da própria.
Enfim, ela me passou seu número de telefone. Um mês de conversa. As contas eram astronômicas e meu pai queria morrer. Ou melhor, me matar.
Certo dia, ela conseguiu enviar a foto. Não era nada do que tinha me dito. Me senti enganado,traído, iludido. Desiludido. Nunca mais conversamos. Eu estava apaixonado. Não há como negar, nos importamos com a aparência. Pelo menos para mim, uma boa dica é: se quer conhecer alguém de verdade pela net, então diga a verdade.
Fora de roubadas
Como nem só de casos felizes vivem os relacionamentos via Internet, é bom se cercar de vários cuidados antes de marcar um encontro real. A Fernanda, por exemplo, pediu fotos do cara com quem ela estava se comunicando e ele mandou várias, via Correios, de um rapaz maravilhoso que, na verdade, não era ele. E ela foi descobrir isso só depois, por acaso, ao conversar com a irmã do garoto pelo Orkut.
Então, procure saber o máximo sobre a vida da pessoa e fique atenta a detalhes porque, muitas vezes, é neles que você vai descobrir uma mentirinha que pode puxar uma mentirona absurda.
“Nos primeiros contatos, não dê fotos e nem fale de coisas particulares como endereço, escola ou família, por exemplo, e tome cuidado com aqueles que perguntam muito e falam pouco de si mesmos”,lembra a psicóloga.
Do virtual ao real
Se você tem certeza de que o cara é bacana, está mesmo apaixonada e querem se encontrar, ótimo!
Pode ser o primeiro passo para um namoro de verdade, com direito a beijo na boca. Mas nunca, em hipótese alguma, vá se encontrar com o seu paquera sozinha. Combine de irem a um lugar público, como um shopping, acompanhados de amigos. Além disso, leve seu celular e avise outras pessoas que vai se encontrar com ele. E, claro, se rolar a ficada e for tudo de bom, respire fundo e, como aconselha a psicóloga Gretta, tenha cuidado com fantasias, pois, como em qualquer outro tipo de namoro, se você viver o sentimento com os pés-no-chão, fica bem mais fácil não se magoar caso algo dê errado.
* Quem fala é Rafael Tadashi, um cara superantenado, que entrega tudo sobre o universo masculino pra você. Se quiser mandar uma cartinha pra ele, envie para a Caixa Postal 471, CEP 17001-970, Bauru/SP.
* Consultoria: Gretta Rodrigues de Souza,
psicóloga clínica e psicoterapeuta corporal neo-reichiana.
Texto: Liliane de Lucena
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