Perdas.... mudanças necessárias!

Como é difícil quando se perde alguém, ou algo que durante um período, às vezes pequeno, mas fundamental, fez parte de nossa vida!

Perdas e mudanças pessoais, mas necessárias, das quais temos que abrir mão para crescer, abrir mão de um “eu jovem” , de sonhos, ilusões... Segundo Judith Viorst, em Perdas Necessárias, “em cada estágio da separação-individualização, florescemos ou falhamos, crescemos ou encalhamos, ou ainda, recuamos. Em cada estágio há tarefas que devem ser realizadas. 
E embora cada ato de nossa vida seja determinado por várias forças diferentes, vivemos hoje, em parte, com o que aprendemos nessa fase.” Também há perdas em particulares, que parecem não ter tido necessidade de acontecer! 

Apenas, deixa um misto de dor e alegria, ficando a lembrança boa, os ensinamentos e, nos impulsionando a seguir nossa trajetória, caminhada profissional e pessoal, no encontro e desencontro de raízes às vezes desconhecidas.Ainda segundo Judith Viorst, mas agora sobre a questão do luto, ”a morte é um dos fatos da vida que reconhecemos mais com a mente do que com o coração. 

E geralmente, enquanto nosso intelecto reconhece a perda, o resto de nós continua arduamente a negar o fato”.Lamentar vai depender de como encaramos esta perda, este luto e do quanto estamos preparados para este acontecimento, apesar de sentir que esta “preparação” na maioria dos casos não tem nada de perfeita. Estar preparado me soa racional, por isso as aspas na palavra preparação. Na verdade, acredito que para esta “preparação”, possamos ser talvez, menos egoístas com a nossa dor e mais humanos portanto com aquele que já se foi.

O que sinto é a importância deste processo de mudança e aprender com as perdas. Compreendendo que o que devo fazer é me conhecer, deixar que o coração me guie, tentando ao menos tornar as coisas melhores, enfrentando os medos, os mitos, minha própria sombra... e continuar caminhando!

Gretta Rodrigues de Souza – fevereiro 2005

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